Artista Visual

Suas imagens interpretam afetos da natureza e do ser humano.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Oração ao tempo na voz de Bethânia - para Cris Façanha, minha amiga linda!



Oração ao Tempo
Caetano Veloso
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

domingo, 28 de agosto de 2011

Inspiração do dia em JB Conrado


AVE MATUTINA
                                                        Pássaro solitário. Ave da manhã.
 Vôo que corta a imensidão em busca de uma resposta.  
                                       Saudade incontida de um TEMPO fora do tempo. Em cada amanhecer, revoada de pássaros. No raiar do Sol o pouso para descanso. No horizonte ainda adormecido, seu bico aponta uma nova rota. Suas asas cansadas e trêmulas ainda podem alçar vôo. O corpo carente pede aconchego. Mas a placidez de sua alma sabe, que muitos Sóis vão nascer. Até que seu Espírito dê o mergulho definitivo, no Azul e Branco do INFINITO.

JB Conrado

Para conhecer um pouco mais sobre o Conrado acesse: 

www.ayruman.com.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Festa do ICV 20 anos - decoração by Ruth Albernaz e Gisele Neuls

O Instituto Centro de Vida  - ICV é uma ong ambientalista de Mato Grosso e este ano completou 20 anos. Foi muito legal fazer a decoração da festa junto com uma pessoa que conheci nessa ocasião: a jornalista Gisele Neuls, uma pisciana super dubem, criativa e extremamente profissional. O buffet ficou por conta do Restaurante CASA VERDE das queridas Nivalda e Mariana. Aqui apresento algumas imagens da festa - clicadas pelo fotógrafo Júnior.











Fiz a Árvore da Vida - essa é uma arte interativa onde os convidados deixavam suas mensagens para o ICV (quem auxiliou na execução foram o Reinaldo Mota e a Eliane Hungria).





Parabéns  ICV!!! Quem desejar conhecer mais o ICV acesse http://www.icv.org.br/

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sobre o silêncio


"Escuta e serás sábio. O começo da sabedoria é o silêncio." 
Pitágoras

"O silêncio é a mais perfeita expressão do desprezo."
George Bernard Shaw

"O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta."
Sabedoria popular

"O vocabulário do amor é restrito e repetitivo, porque a sua melhor expressão é o silêncio. Mas é deste silêncio que nasce todo o vocabulário do mundo."
Virgílio Ferreira

"Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos."
Oscar Wilde
Imagem de Charles Clarke - vôo dos beija-flores

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O amor e a arte do não fazer - Osho

Existem coisas que só acontecem, que não podem ser feitas. O fazer diz respeito a coisas muito banais, mundanas. Você pode fazer alguma coisa para ganhar dinheiro; pode fazer alguma coisa para ser poderoso, pode fazer alguma coisa para ter prestígio; mas não pode fazer nada quando o assunto é amor, gratidão, silêncio.

É importante entender que o "fazer" significa o mundo, e o não fazer significa aquilo que está além deste mundo — onde as coisas acontecem, onde só a maré o arrasta para a praia. Se você nadar, a coisa não acontece. Se você fizer algo, estará na verdade cooperando para que ela não aconteça; porque todo fazer é mundano.

Muito poucas pessoas chegam a conhecer o segredo do não fazer e a deixar que as coisas aconteçam. Se você almeja grandes coisas — coisas que estão além do pequeno alcance das mãos humanas, da mente humana, das capacidades humanas —, então você terá que aprender a arte do não fazer. Eu a chamo de meditação.

É um problema, porque no momento em que se dá nome a ela, as pessoas começam a se perguntar como "fazê-la". E você não pode dizer que elas estejam erradas, porque a própria palavra "meditação" cria a ideia de fazer. Elas têm o seu doutorado, têm milhões de outras coisas; quando ouvem a palavra "meditação", perguntam "Então me diga como fazer isso".

E a meditação significa basicamente o início do não fazer, relaxar, seguir a maré — ser apenas uma folha na brisa, ou uma nuvem se movendo no céu.

Nunca pergunte a uma nuvem: "Para onde você está indo?". Ela própria não sabe; ela não tem endereço, não tem destino. Se o vento mudar enquanto ela ia para o sul, ela começa a ir para o norte. A nuvem não diz ao vento: "Isso é absolutamente ilógico. Estávamos indo para o sul e agora estamos indo para o norte. Qual o sentido disso tudo?"

Não, ela simplesmente passa a ir para o norte, com tanta facilidade quanto ia para o sul. Para ela, sul, norte, leste, oeste, não faz nenhuma diferença. Apenas siga com o vento, sem nenhum desejo, sem nenhum objetivo, sem nenhum lugar para chegar; a nuvem só aprecia a jornada. A meditação faz de você uma nuvem — de consciência. Não existe mais objetivo.

Nunca pergunte a quem medita: "Por que está meditando?", porque a resposta é irrelevante. A meditação é, ela própria, o objetivo e, ao mesmo tempo, o caminho.

Lao-Tsé é uma das figuras mais importantes na história do não fazer. Se a história fosse escrita da maneira certa, então haveria dois tipos de história. A história das pessoas que "fazem"inclui Gêngis Khan, Tamerlão, Nadir Xá, Alexandre, Napoleão Bonaparte, Ivan o Terrível, Joseph Stalin, Adolph Hitler, Benito Mussolini; estes são aqueles que pertencem ao mundo do fazer.

Deveria existir uma outra história, uma história superior, verdadeira — da consciência humana, da evolução humana. Essa é a história de Lao-Tsé, de Chuang Tzu, de Lieh Tzu, de Buda Gautama, de Mahavira, de Bodhidharma; de um tipo totalmente diferente.

Lao-Tsé chegou à iluminação sentado sob uma árvore. Uma folha tinha acabado de cair; era outono e não havia pressa; a folha voava ao sabor do vento, devagar. Ele observou a folha. A folha foi caindo até chegar ao chão, e enquanto observava a folha caindo e pousando no chão, de algum modo ele também foi se aquietando. Desse momento em diante, ele se tornou um não fazedor. O vento sopra naturalmente e a existência cuida dele.

Todo o ensinamento de Lao-Tsé se assemelhava ao do rio: siga a corrente seja para onde ela for, não nade. Mas a mente sempre quer fazer alguma coisa, porque desse modo o crédito vai para o ego. Se você simplesmente seguir a maré, o crédito vai para a maré, não para você. Se você nadar, você pode ter um ego maior: "Eu consegui atravessar o canal da Mancha!"

Mas a existência o dá à luz, lhe dá a vida, lhe dá amor; lhe dá tudo o que é precioso, tudo o que não pode ser comprado com dinheiro. Só aqueles que estão prontos para dar todo o crédito pela sua vida à existência percebem a beleza e as bênçãos do não fazer.

Não é uma questão de fazer. É uma questão de ausentar-se como ego, de deixar as coisas acontecerem.

Entregue — essa palavra contém toda a experiência.

Existem pessoas que estão tentando amar, porque desde o início a mãe dizia ao filho: "Você tem que me amar, porque eu sou sua mãe". Agora ela está fazendo do amor o mesmo silogismo lógico — "porque eu sou sua mãe". Ela não está deixando que o amor cresça por si só, ele tem que ser forçado.

O pai está dizendo: "Me ame, eu sou o seu pai". E a criança é tão indefesa que tudo o que ela pode fazer é fingir. O que mais pode fazer? Ela pode sorrir, pode dar um beijo, e sabe que é tudo fingimento: ela não queria fazer aquilo, é tudo enganação. Não é espontâneo. Mas porque ele é o papai, ela é a mamãe, você é aquilo, você é aquilo outro... Eles estão estragando a mais preciosa experiência da vida.

Então as esposas dizem aos maridos: "Você tem que me amar, eu sou a sua mulher". Estranho. Os maridos estão dizendo: "Você tem que me amar. Eu sou o seu marido, é um direito meu!"

O amor não pode ser exigido. Se ele vier, seja grato; se não vier, espere. Mesmo que você esteja esperando que ele venha, não deve haver queixas, porque você não tem nenhum direito. O amor não é um direito de ninguém, não existe uma constituição que lhe confira o direito de viver o amor. Mas eles estão destruindo tudo, então as esposas vivem sorrindo e os maridos dando abraços.

Um dos mais famosos escritores dos Estados Unidos, Dale Carnegie, escreveu que todo marido deveria dizer à esposa pelo menos três vezes por dia: "Eu te amo, querida". Você está ficando louco? Mas ele disse isso, e funciona; e muitas pessoas, milhões delas, estão colocando em prática o conselho de Dale.

"Quando for para casa, leve sorvete, flores, rosas, para mostrar que ama a sua mulher", como se isso fosse algo que precisasse ser mostrado, provado materialmente, pragmaticamente, linguisticamente, verbalmente, vezes e vezes sem conta, para que não seja esquecido.

Se você não disser à sua esposa durante alguns dias que a ama, ela contará quantos dias se passaram e se encherá de suspeita, achando que você deve estar dizendo isso para outra pessoa, pois a quota dela está diminuindo. O amor é uma quantidade. "Se ele não está mais trazendo sorvete para casa, deve estar levando para outro lugar, e isso é algo que não posso tolerar!"

Criamos uma sociedade que acredita somente no "fazer", enquanto a parte espiritual do nosso ser morre à míngua porque precisa de algo que não se faz, mas acontece. Não que você dê um jeito de dizer: "Eu te amo"; você de repente se pega dizendo que ama. Você mesmo se surpreende ao ouvir o que diz. Não ensaiou na sua cabeça primeiro e depois repetiu, nada disso; é espontâneo.

E, na verdade, os momentos reais de amor são silenciosos. Quando você está realmente sentindo amor, esse mesmo sentimento cria à sua volta uma radiância que diz tudo o que você não consegue dizer, que nunca pode ser dito.

Mas, em vez disso, nós damos um jeito em tudo, transformamos tudo num "fazer" e o resultado final é que aos poucos a hipocrisia se torna uma característica nossa. Nós nos esquecemos completamente que se trata de hipocrisia.

E na mente, no ser de uma pessoa que é hipócrita, qualquer coisa do mundo do não fazer é impossível. Você pode continuar fazendo mais e mais; você se tornará quase um robô.

Portanto, sempre que você passar, subitamente, por uma experiência de acontecer, encare-a como uma dádiva da existência e faça desse momento o arauto de um novo estilo de vida.

Simplesmente reserve alguns momentos das 24 horas do dia, quando não estiver fazendo nada, simplesmente deixe que a existência faça algo a você. E as janelas começarão a se abrir para você, janelas que o ligarão com o universal, o imortal.

Osho, em "A Essência do Amor: Como Amar com Consciência e Se Relacionar Sem Medo"
Imagem por pobrecito33


domingo, 21 de agosto de 2011

"Metade de mim é ninho, a outra metade passarinho" Ana Berg

Caldo de inhame - ótimo neste friozinho

Caldo de Inhame com gengibre
por Ruth Albernaz

Aproveitei o frio e resolvi fazer essa receita - que é uma das comidinhas que mais gosto de fazer- então compartilho aqui.
Todos nós já sabemos que o inhame é um grande alimento, que limpa nosso sangue e potencializa o sistema  imunológico - e ainda por cima é uma delícia.

Ingredientes:
10 inhames
07 dentes de alho
azeite
shoyu
gengibre

Preparo:
Pegue 10 inhames e coloque para cozer com casca em uma panela de pressão com 2 litros de água.
Depois de meia hora retire da panela e tire a casca.
Em uma panela de inox ou de barro, coloque um pouco de azeite de e o alho para dourar.
Em seguida coloque um pouco de gengibre fatiado (uma quantidade correspondente a uns 3 dentes de alho) para dar uma yanguizada no fogo.
Amasse o inhame e coloque  na panela - vá acrescentando água quente para ralear um pouco - até que fique com a consistência de caldo bem cremoso  - por fim acrescente o shoyu.
Sirva bem quentinho com torrada e cheiro verde.
Antes de comer agradeça a natureza pela energia ofertada por meio do alimento.

Se quiseres saber um pouco sobre o inhame e algumas receitas veja as dicas da Sonia Hirsch .



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Clarice Lispector - para fechar o dia.


Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre
Clarice Lispector

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Inspiração do dia do aniversário do meu pai - 16 de agosto de 2011


Hoje meu pai faz 89 anos - felicidades, alegria e flores no seu caminho. Ofereço-te Gandhi:

Seja a mudança que você quer ver no mundo (Gandhi)

Pai grata por todos os ensinamentos... O seu modo de vida espelha a mudança que você quer ver no mundo.




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Chá de Iracema III- energizando a segunda-feira com alegria do alecrim

Chá de alecrim
por dona Iracema

Dona Iracema (minha mãe), diz que quem consegue cultivar um alecrim, consegue cultivar todas as outras plantas, pois o alecrim requer cuidado, água e boa terra.
Alecrim é bom para energizar e despertar a alegria interior.


O alecrim é uma planta originária do Mediterrâneo.

Nomes Populares:

  • Alecrim,
  • Erva da recordação,
  • Rosmarino

Propriedades:

  • É antisséptico
  • Atua na debilidade cardíaca,
    • tônico do coração e estômago;
  • é excitante;
  • combate gases;
  • é bom para o
    • fígado, rins e intestino,
    • menstruação irregular;
  • O chá é útil para
    • tosse,
    • asma,
    • coqueluche,
    • gripe,
    • febres,
    • contusões;
  • Em banhos
    • alivia reumatismos e auxilia secar feridas


Recomendações:
Para começar a semana com boas vibrações e boas atitudes, respire fundo e mire o azul do céu - centre a sua energia e sinta a paz em seu coração.
Cante uma música que fale de amor (hoje optei pela música do Frejat  - Amor pra recomeçar
Coloque meio litro de água pura para ferver - em seguida coloque 1 ramo de alecrim seco.
(Quem não tem a planta em casa - ela pode ser encontrada seca no setor de condimentos no mercado e fresca no setor de verduras e especiarias).
Deixe o alecrim em infusão por meia hora e beba-o morninho.



Desejo uma semana de Luz e boas vibrações à todos.




domingo, 14 de agosto de 2011

As mãos de meu pai


As Mãos do Meu Pai


As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco,
longamente,vieste alimentando
na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos
e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.
E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...
(Mario Quintana)


Alguns pais são especiais para mim,  trouxe algumas imagens de pais que amo...
 Reinaldo, meu companheiro batendo papo com o meu pai Simondes Fraga.
Meu pai e eu 

Meu tio Antônio Joaquim Rondon e tia Auristela Albernaz

Tio Múcio Albernaz e o filho da amiga Creuza Medeiros - João Pedro.

Pai
um misto de força e delicadeza
de alegria e braveza
de generosidade e firmeza
Pai, pais, papai, país, paises
nossas origens
Pai José
pai João
pai Pedro Paulo
pai Teodoro
pai Simondes
pai Djalma
pai Reinaldo
pai Pierre
pai Bastos
pai Jesus
pai 
ah, quantos pais que moram em meu coração!

Fotos de Creuza Medeiros, Ruth Albernaz e imagem de M. Quintana da web (não sei quem foi o fotógrafo genial).

sábado, 6 de agosto de 2011

Wladimir Dias Pino - A ave

Você conhece Wladimir Dias Pino?

Para ver um pouco das obras recentes de Wladimir acesse: http://wwwlambuja.blogspot.com


Wlademir Dias-Pino, nascido no Rio de Janeiro em 1927 e tendo residido por um longo período em Cuiabá, é um poeta visual que participou da I Exposição Nacional de Arte Concreta, em 1956, tendo sido, ainda, um dos fundadores do poema/processo em 1967 e o primeiro autor a elaborar o conceito de "livro-poema", com o poema A Ave considerado por Moacy Cirne e Álvaro de Sá o primeiro exemplo/exemplar conhecido deste tipo de poema [1]. O que caracteriza o livro-poema é a exploração das característica físicas do livro como parte integrante do poema, tornando-os um só corpo físico, de forma que o poema só existe porque existe o objeto livro.
A Ave, elaborado a partir de 1954 e lançado apenas em abril de 1956, assumia já o elemento visual como principal agente estrutural do poema. Produzindo, a partir daí, uma concepção própria da poesia concreta, o poeta intencionava expressar, por exemplo, através de um gráfico o que necessitaria de um longo discurso verbal para ser dito. Assim sendo, seus poemas visuais incluem gráficos, perfurações, figuras, etc., além de caracteres escritos e, por vezes, chegam a abrir mão da palavra para tornarem-se puramente plásticos, não-verbais[2].
Diferindo da poesia concreta em sua essência, que via na paranomásia o principal motor da poesia, extrapolando o contexto da linguagem verbal, Dias-Pino trabalha com o simbólico e o metafórico, buscando uma espécie de metáfora pura[3].
Antonio Houaiss o considerou "um dos mais perspicazes pesquisadores visuais no Brasil"[4].

Referências